“Passo meus pés por tua rua, e trago em minha mão um coração. Não ‘um’, aliás, mas ‘o’. O coração que pode te amar; que pode te fazer suspirar e se lembrar eternamente de detalhes que nem mesmo o cérebro mais atento poderia registrar. Esse coração, instrumento dos sentimentos divinos e sublimes, está, agora, muito bem guardado em um corpo. Esse corpo é, por escolha própria de seu dono, guiado pelo puríssimo, inconfundível e valioso sentimento do amor.
Se tiveres alguma dúvida de que é esse coração aqui que pode te fazer sentir amor, olhe para o céu noturno, e ali encontrarás tua resposta. Mas quando digo amor, não me refiro ao amor banal que é praticamente consumido pela grandessíssima parte dos iludidos. Quando digo amor, me refiro ao brilho que os olhos do amado emitem quando fitam seu par; refiro-me ao vermelho dos lábios após o beijo caloroso que, o casal sabe, só é perfeito porque acontece entre eles; refiro-me ao caminhar de mãos dadas que transmite segurança e união, seja lá onde estejam; refiro-me à saudade tão forte que se sobrepõe à sede e à fome; refiro-me à tranqüilidade e explosão de felicidade que flui no corpo dos dois, quando estão unidos.
Esse amor, caso queira saber, é a chave para lugares cheios de sensações e descobertas jamais imaginadas, os quais todos temos dentro de nós, mas que pouquíssimos conseguem acessar. Aquele que entra, jamais quer sair, pois encontra tudo o que todos sonham encontrar. Sabe o que tem ali? Ah… Para saber, é preciso ter a chave, e eu tive a chave o tempo todo. Mas aquilo que quem detém a chave precisa realmente saber é qual fechadura abrir.”
Autor: Rafael Mendes da Silva
Perfeito Rafa! Lindo, lindo e lindo.
Lindo! Lindo, lindo, lindo, principalmente o final. Não sei por que, mas gostei especialmente dele ♥
Nunca pare de escrever, sério.
Mais um texto maravilhoso.
Nooossa, que texto lindo *-* Esse ficou muito fofo, muito bem escrito, apaixonante! Parabéns, Rafa. Amei, amei!
Parabéns. De coração