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nebula

levstas

De uma maneira tão sutil você apareceu. Seus olhos brilhantes brilhando sobre mim e seu jeito doce, ingênuo, de falar sendo como um gancho para a minha vontade. Você fez o relógio parar quando ele tinha que parar, e também fez o tempo voar quando ele precisava. Tal poder não pode ser ignorado, pelo menos não por mim. E então eu não ignorei. Decidi fazer meus olhos te verem mais frequentemente e também de forma mais intensa. Te tornaste o centro dos meus pensamentos, a razão pela qual eu escrevo; e quando meus dedos correm pelas teclas como se tivessem vida própria, sei que algo está muito certo.

Não há como ignorar tal luz que vem de um sorriso teu, e também não há como não sentir, mesmo milhas distante e com tantas montanhas e montes no caminho, energia tão forte e tão bela. És como o nascer do Sol. Brilhas mais que a Lua, à noite. E és preciosa como luz estelar. Sei que, quando meus olhos encontrarem os teus, saberei que és real e não apenas um livro que li. Eu lhe mostrarei como um coração jamais falha, jamais muda.

Forward

Amidst all the dark thoughts and nasty actions, I bet I’m able to find that one tiny grain of beauty that once ruled everything. I can’t see it yet, I can’t reach it, but still I am sure that it is there, deep down, covered with hope and faith.

You see, it’s not easy to stay the course and to remain bold when all you have ahead is pitch black sight. It’s like you’re moving towards nothing and reaching nowhere. But that’s exactly when you need to hold onto faith and believe that you’re on the right track. Voices may echo inside your head with words of disbelief, hate and anger, but you’ll have to learn how to shut them down. It’s not easy, I know it damn well, and the pain may be greater than you thought, but I can guarantee: it is worth it.

How do I know it? Well, I simply do. No, I haven’t reached my own tiny grain of beauty, but I know that each step brings me closer to it, and I don’t care how many steps I need to make it, or how many oceans I have to get around or even cross. The only thing I know is that it will all make sense in the end. Per aspera ad astra, and the hardest the path, the more beautiful and valuable the prize.

Ad Astra

ad astraUma noite tão calma, tão parada, ganha um pouco de emoção com a chegada da chuva. Cada gota no telhado é como um batimento do coração, quando as imagens de sorrisos passam pela mente daquele ser sonhador.

Na escuridão total do quarto, a única luz é a do céu noturno, tão carregado de relâmpagos. Um, dois, três, quatro… Alguns segundos depois, vem o trovão, e é como se todos os sentidos fossem ativados de uma vez só, criando a bela ilusão de lábios que se tocam, sabe-se lá por quê.

A melodia da música guia e dá ritmo à noite, as teclas do piano se misturam com as gotas, as letras surgem em suas mãos enquanto as palavras nascem, dando vida a frases que traduzem o sentimento que tanto emana de seu coração para voar por aí, tocar um outro coração… “O” coração, diga-se de passagem; este que, apontado pela Lua como o coração dos corações, é suave como seda flutuando pelo céu, e te abraça como tal, fazendo-te flutuar sobre mares e montanhas frias, mas sempre com o acalento do amor.

Depois de tanto divagar, os ouvidos mais uma vez se aguçam para a melodiosa combinação do maravilhoso som da chuva e de um ocasional – e sempre presente – Desplat.

A cada relâmpago, a cama toda se acendia, e durante estes momentos, flashes de um corpo cor de pérola se apresentavam diante dos olhos curiosos e sedentos deste homem. Em um segundo, lá estava; no outro, escuridão. Passava as mãos pelo breu para se certificar de sua sanidade, mas mesmo duvidando de si mesmo – apesar de possuir uma faísca de certeza -, esperava o próximo relâmpago, e quando ele acontecia, via ali os fios brilhantes de cabelo refletindo a luz dos céus como um espelho perfeito, e sob eles, a luz sedutora de olhos que lhe laçavam a alma e a traziam até a boca, que é o precipício do corpo do homem.

Levou a mão até ela, mas não foi rápido o bastante, e acariciou apenas o frio da noite.
Desta vez, se preparou, pronto para investir ao menor sinal de luz.

Na expectativa, o som da chuva se acentuava, e a descida de sua rua complementava os espaços vazios de som com seu escorrer de água.

Piscou, e quando abriu o olho, lá estava ela, a pele quase transparente reluzindo, a boca cerrada e a expressão serena, mas totalmente focada nele, com ar de quem quer ser pego, mas de quem não vai ceder ao primeiro toque.

Suas mãos tentam alcançá-la, e desta vez ele a toca, sentindo sob a ponta de seus dedos toda a riqueza do Sol e da Lua unidos, a união entre o frio e o quente, o claro e o escuro.

Puxa-a para si e a beija, entrelaça os braços na cintura mais abraçável que já viu, transcende.

A chuva somente parou pela manhã, depois que toda a sede de amor – aquela que se assemelha à do andarilho do deserto – tinha sido dizimada.

Você

LevstaVejo neblina densa. Se a toco, porém, não a sinto. Aspiro-a, mas meus pulmões não a sentem. Minha alma, entretanto, se incorpora a ela, se torna ampla e se estende como um lençol na ventania. Simples assim, adquiro o poder de induzir minha mente a sonhar.

Não é possível prever como serão as noites que se sucedem, pois são como tempestade, e cada uma delas tem intensidade diferente - são ora calmas, ora agitadas, ora suavemente confortantes, ora repletas de vis dores.

De qualquer forma, a cada vez que me deito, sinto nada menos do que uma intensa curiosidade. Não sei, afinal, o que há por vir, nem que situação encontrarei, quem reencontrarei ou quem conhecerei. Sei, porém que há uma figura que constantemente decide se fazer presente em meio às nebulosas imagens dos sonhos, seja como protagonista, seja como coadjuvante, ou até mesmo figurante. Para falar a verdade, até mesmo durmo com um bloco de notas ao meu lado, o qual já está pronto para receber meu relato; é meu confidente, aquele que fica sabendo em primeira mão qual foi o papel desempenhado pela tal figura, desta vez.

Troquei os seriados e os filmes da noite pelo meu próprio show, este que é particular e que acontece no palco de minha alma, alimentado por cada uma das batidas do meu coração e regido por dois: minha mente e o universo. Esse último com certeza observa atentamente cada peça apresentada em meus sonhos e, aposto, toma também suas notas, aproveita de sua condição de onisciência e puxa setas de suas anotações para adendos referentes aos meus sentimentos e à forma como reajo, mesmo dormindo, aos estímulos enviados por ele. Está, certamente, me testando, fazendo seus experimentos.

Curiosamente, eu não só deixo como aproveito, pois tomo isso tudo como dádiva divina. Como eu poderia ignorar a sutil maneira com a qual aquela figura apareceu ali, em nuvens – verdadeiras nuvens – para me dizer, de forma tão doce e inocente, e com olhos tão brilhantes, todas as palavras que foram como anzol para a minha vontade? É impossível – mesmo que eu quisesse – ignorar o poder que foi exercido sobre mim, o de parar o relógio quando ele tinha que ser parado, e o de acelerá-lo quando eu precisava. Eu, pelo menos, não posso ignorar – e não ignorei. Decidi fazer minha mente recebe-la mais vezes, e cada vez de forma mais intensa.

O resultado veio após algumas noites, quando a figura que antes aparecia como meteoritos no céu se tornou mais do que uma estrela, mais do que a própria Lua; se tornou o próprio céu.

Acordo suavemente de um sonho, e torno-te a razão pela qual escrevo este texto. Sei que quando meus dedos ganham vida e patinam pelo teclado para constituir algo assim, há algo extremamente certo.

#levstas

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Quem nunca ouviu aquela famosa frase, “as pessoas não mudam”? Ela ficou assim, tão conhecida, porque a maior parte das pessoas pode se identificar com ela. Estas pessoas viram outras pessoas que não se davam ao trabalho de tentar e outras que, apesar de qualquer esforço, jamais mudavam. Tais pessoas, apesar das circunstâncias, positivas ou negativas, viam diante de seus olhos a oportunidade de mudar – ou melhor, melhorar -, mas não a abraçavam.

É difícil entrar na cabeça de uma pessoa e desvendar os empecilhos aparentemente pétreos que a impedem de mudar. Em alguns casos, a pessoa nem mesmo sabe que os tem. E, aliás, temos que nos perguntar: as pessoas têm, mesmo, que mudar? Há uma série de questionamentos e de barreiras antes da decisão final – antes do esforço definitivo – de mudar.

Mas a única pessoa que pode mudar alguém é ela mesma. Não há esforço ou punição alheia que possa mudar alguém. Se alguma pessoa é de um determinado jeito e ainda não conhece, em seu âmago, as consequências – sejam estas direcionadas a ela mesma ou aos outros – de ser daquele tal jeito; se essa pessoa, apesar das inúmeras vezes em que deu de cara no chão, continua em seu caminho tortuoso (e isso se souber que o caminho é, de fato, tortuoso), ela não vai mudar até que, algum dia, em dado momento, algo dentro dela – algo como uma epifania – estalar um dedo e acender uma luz, delatando fielmente seus erros e abrindo a porta da possibilidade de se aprimorar.

Esta tal epifania acontece, geralmente, para aqueles que erram e, consequentemente, amadurecem. É a velha formula: más escolhas geram experiência, que gera sabedoria. A má escolha pode te trazer sabedoria, mas vai te trazer dor, que é o preço a se pagar por não ouvir aqueles que são experientes e que gostam de você; aqueles que previram seu tombo antes mesmo de você começar a andar.

Como posso falar com tanta certeza sobre este assunto? Na verdade, acho que todos têm a capacidade – e se ainda não têm, terão, um dia – de falar por conta própria. O meu caso é o da prática: vivi e aprendi. Sei, pois, tendo vivido e aprendido, que as pessoas podem, sim, mudar. Se quiserem.

Reconhecer erros, buscar – no passado distante, no passado recente, e no próprio presente – os motivos que te levam a ter o tipo de conduta que tem, entender e conhecer a si mesmo, buscar melhorar, apesar da situação estável em que se encontra… Tudo isso é extremamente importante para você. E se você se importa com as pessoas que te amam e que querem seu bem, quero que saiba que a atitude de se auto aprimorar é importante para eles também.

A melhor coisa que posso dizer, neste momento, é que eu vejo um novo mundo, agora. Mas quem mudou não foi ele, fui eu.

that moment

 

- Bom dia.

Para ela, as palavras vinham de uma distância considerável, como se tivessem sido proferidas do alto de um canyon. Ecoavam pelas paredes de seu cérebro, estava despertando.

Ele, por sua vez, a observava de pé, ao lado da cama. Tinha preparado uma surpresa para ela, e achava que ela ia gostar.
Percebeu que o seu primeiro “bom dia” não tinha surtido efeito, e que ela ainda dormia calmamente. Sem pressa, parou e fruiu aquele instante, sabendo muito bem que é este tipo de momento que torna a vida tão fascinante e tão boa de se viver. O coração acelerou, e ficou feliz com a constatação de que encontrava, todos os dias, o amor da sua vida na mesma pessoa. Sorriu. Observou os traços daquele que era o rosto que via todos os dias pela manhã, a sua motivação diária para continuar firme em seu caminho. Era o ciclo perfeito e a vida ideal. Colocou a bandeja com o café da manhã ao lado da cama, observou mais uma vez o rosto dela e chamou.

- Bom dia, coisinha linda. – Deu um beijo leve na boca macia dela. A luz leve do sol que entrava pelas brechas da persiana iluminava seu rosto, dava um tom dourado aos pequenos fios de barba.

O beijo agiu como uma faísca no corpo dela, e ela se acendeu de repente. Sem susto, nada repentino, mas sim com suavidade e pulmões cheios de ar.

- Bom dia! – respondeu ela, abrindo os olhos, espreguiçando-se na camisola larga, abraçada e engolida pelos lençóis e cobertores espalhados pela ampla cama.
- Dormiu bem? – A pergunta foi feita com um sorriso largo no rosto, o sorriso da felicidade, o sorriso que é o sinal claro de que aquilo que é bom vive; o sorriso de quem, provavelmente, está guardando algo bom para daqui a pouco.
- Sim! – Pulou no pescoço dele, puxando-o de volta pra cama, enchendo-o de beijos e, depois, novamente relaxando à penumbra.

Se havia algo que ele gostava naquele tipo de momento, era do bom-humor que a acompanhava a cada despertar. Não havia tempo nublado, frio ou calor que a fizesse acordar com a cara fechada ou com palavras secas.

- Já que o sono foi bom e já que você acordou tão bem, vou te contar que… – pegou a bandeja – fiz um café da manhã pra você. – havia um tom de certa forma tímido na voz dele, como se ele estivesse esperando pela reação dela. Era aquele vão no tempo que durava tanto um milésimo quanto uma hora.

O olhar de surpresa e felicidade no rosto dela era exatamente o que ele queria ver. Era a prova de que o amor não era um emaranhado; não era algo tão complicado que era preciso arquitetar e planejar exaustivamente para que se atingisse a perfeição. Era, por sua vez, a pureza da simplicidade.

Gravou em sua mente aquele olhar feliz, guardou em seu coração, trancou a sete chaves, jogou as chaves fora. Era, agora, acervo permanente dos corredores de seu coração, e passaria por ali todos os dias de sua vida.

- Que coisa linda! Você fez um coração também! – Disse isso ao constatar que ele se ateve aos detalhes, fazendo da fatia de pão um coração. Tão simples, mas tão significativo.

- E é tudo integral. Tem vitamina de frutas… Nada gorduroso… Só a Nutella.

Em menos de dez minutos, a bandeja estava vazia.

- Acertei tudo?

- Quase tudo. Podia ter colocado mais Nutella. – riu.

A risada breve e sincera era como flechas de amor disparadas no peito. Sabe aquela sensação de expansão no peito, quando tudo parece leve e dormente? É exatamente essa sensação.

- Vou trazer o pote inteiro, na próxima vez. – e dessa vez, riram juntos. – Mas tenho outra surpresa.

Dessa vez, ele saiu do quarto e voltou com uma caixa bem bonita, do tamanho de uma caixa de sapato. Ela tinha um estilo clássico, mas ainda assim era toda ornada, tinha cores vivas, uma fechadura prateada com um fio vermelho a contornando. Gravado na madeira, uma frase: “Tu seras pour moi unique au monde. Je serai pour toi unique au monde”.

Sentou na cama, olhou-a nos olhos, pôde contemplar mais uma vez aquele olhar de felicidade. Ela não tirava os olhos da caixa.

- Abra.

Ela tomou a caixa nas mãos, a contemplou, passou os dedos pelas palavras gravadas fundo na madeira, tomou a chave de prata que se encaixava perfeitamente em um dos “q”s da frase gravada, a colocou na fechadura e girou.

Ao abrir, viu ali dentro algo que brilhava mais do que qualquer outra coisa que já tinha visto. Um brilho dourado dançava com um brilho prateado, assim como com um brilho branco. A luz caia sobre seu rosto como um véu de luz, e sua pele adquiriu um tom majestoso naquele momento.

- Meu Deus. É…

- Sim. É exatamente isso. – disse ele, com um sorriso enorme no rosto.

- Eu… – Ela estava muito feliz, mal acreditava no que via.

- Eu quero que saiba que eu te amo. Eu te amo tanto… Eu nunca vou deixar de te amar. Nunca. É impossível. Nada é bom o suficiente quando eu não estou com você. Longe de ti, não aproveito as horas do dia, não sou capaz de sentir o perfume das rosas. As horas passam mais devagar que um ponteiro quebrado em um relógio sem vida. Os momentos em que posso dizer que te amo são aqueles em que toda e qualquer tensão ou negatividade sai de mim como uma cachoeira contida. Olhar em teus olhos e fazer minhas palavras livres para que você possa escutar, sentir seu perfume e me deleitar, tocar-te e me sentir vivo e feliz por viver, isso sim é o que me faz bem. Amo você e amo te ver feliz e amo te ver cada dia melhor do que era no dia anterior. Gosto de te proteger, de te dar calor e de te fazer sorrir. Não há nada que me faça tão feliz quanto a sua própria felicidade. É algo tão forte que, quando estou longe de você, me vejo preso em questionamentos. Quando digo que te amo e que o que realmente mais gosto é de ver a sua felicidade, sinto que isso é feito por mim com imenso amor e dedicação porque me traz uma sensação plena, sublime. Só posso chegar à conclusão de que quem diz que a gente é egoísta quando se trata dos outros – porque sempre buscamos a nossa própria felicidade – está certo, pois ao te fazer feliz, fico eu mesmo feliz, e isso cria um ciclo tão pleno e repleto de amor que não posso senão aceitar o fato de que sou a pessoa mais feliz do mundo. Sou, pois, um egoísta por te amar incondicionalmente. Eu te amo, meu amor. Serás para mim única no mundo, e eu serei para ti único no mundo.

 

Esta foi, pois, uma das manhãs no mundo do sublime, no mundo em que o amor – este sentimento tão amado por muitos e tão condenado por outros – reina.

É tempo de calor

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Fecho os olhos, vejo eu e você, minha mão na sua, nossas bocas unidas. Onde estão nossas blusas? Não sei, mas não quero descobrir. Descubro, porém, sua pele, e por ela passo meus lábios. O gosto forte de flores é um mistério, o qual soluciono ao ver que nossa cama é feita de milhares de pétalas coloridas, todas provenientes dos buquês e buquês que mandei jogarem dos balões, os quais, se olharmos com atenção, criam misturas de cores curiosas no céu: todas elas lembram a cor inesquecível dos seus olhos.

Minha nossa, que obra de arte é esta em minha cama? Olho para você e paro, contemplo, tudo com a ansiedade de quem está sob a aurora boreal pela primeira vez.

Quero tê-la, quero prová-la, quero tudo. Tenho cada parte do meu corpo arrepiada, tremendo, transcendendo. Chego tão perto de você que posso ouvir o lento bater do seu coração. Esta sensação tão singular, tão indescritível, tão inesquecível e tão gostosa é exatamente o que me move todos os dias; é ela que não sai nunca de minha cabeça, domina-me e obriga-me a pensar em você (como se fosse algo difícil fazê-lo).

Amo-a, tenho-a em meu peito a todo o momento, em todos os lugares. Levo o travesseiro e os cobertores do carro para nosso ninho de amor, levo-lhe o café da manhã na cama, coloco tuas músicas preferidas como nossa trilha sonora, olho tua foto e choro ao menor sinal de distância entre nós.

Foco. Estou confuso em meio a tantos devaneios; sinto-me como aquela criança que se perde gostosamente em meio aos lençóis que sua mãe pendurou nos varais do lado de fora da casa. Uma memória da infância me ocorre, onde o sol bate com força nos tecidos e, neles, vejo as sombras da mulher que viria a ser, no futuro, o que Susan Delgado foi para Roland Deschain.

Volto a mim, solto os devaneios como quem solta a taça de vinho cheia até a borda. Antes que eles caiam e se despedacem no chão, beijo-te, dou-lhe o que é meu, torno-te minha; transformo “eu e você” em “nós”.

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